Nova casa

Publicado: setembro 19, 2011 em Vida

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Divirta-se!

Vídeo Final – Ironman 2011

Publicado: agosto 18, 2011 em im2011, Triathlon

Segue o resumo final da brincadeira… #go #go #go

 

 

Não tinha noção de extensão da tua “brincadeirinha”, sempre via você sair para treinar, mexer nas bikes, aqui ali, e quando nos convidou para acompanha-lo na prova, pensei que fosse mais uma competição,não tinha idéia que era à COMPETIÇÃO, e só caí na real, no momento que comecei a observar os detalhes, principalmente quando teus amigos chegaram e começaram trocar idéis contigo, ai eu percebi que a coisa era séria. No dia da largada começou a rodar um filme na minha cabeça,(quando você for pai vai entender) quando vi o pessoal caindo na água, pensei, poxa meu menino está ai no meio disso tudo, com aquela sensação de que o filho ainda é uma criança, (coisa de pai). Saímos dali eu a Carol e tua mãe procurando um local estratégico para ficar, nos posicionamos antes da primeira curva, a preocupação e ansiedade tomaram conta, perguntei a Carol com que roupa estava, ela me disse, camiseta vermelha, fiquei olhando por trás do pessoal conseguia ver os ciclistas saindo e todo vermelhinho que saia eu ficava acompanhando e nada do Marlon aparecer e a ansiedade aumentando, num certo momento, olhei para a pista e consegui velo já na minha frente, tão rápido e com um belo sorriso, fiquei feliz em ver como estava, pensei este é meu menino já crescido e prestes a se tornar um HOMEM DE FERRO,aquele sorriso me deu a certeza. Conversamos com o Marcão e o Marcelo para saber o que fazer, nos orientaram a voltar para o apartamento ir tomar um café e que voltássemos tal horário. Voltamos no horário programado para ver a primeira volta, e o Marlon não chegava, tinha certeza que fisicamente estava bem mas devido a demora fiquei imaginado se estaria tudo bem com a bike, passado mais de vinte minutos do esperado, a ansiedade era enorme e só nos tranqüilizamos depois que a Carol via rádio falou com o Marcão e ele confirmou que já tinha passado, a frustração foi grande, nós três não conseguimos ver o Marlon na primeira volta, a Carol “tadinha” não se perdoava, voltamos para o apartamento para almoçar, com o objetivo de vê-lo de qualquer maneira na segunda volta. Era questão de honra ver tua passagem, ficamos próximos ao Marcão e o Marcelo controlando o tempo, ai não deu outra para nossa alegria além de ver, nós conseguimos filmar e fotografar a passagem, senti novamente que estava bem. Na corrida foi mais fácil acompanhar, fiquei um pouco preocupado no retorno da segunda volta da corrida, achei demonstrando cansaço, mas tinha fé em Deus que daria tudo certo. No momento final, alugamos a cabeça da Carol para ficar com o Marcão,(ela nem imaginava o que aconteceria), eu e a Rosi nos posicionamos na arquibancada para o momento da consagração, foi maravilhoso ver a tua chegada acompanhada dessa garota de ouro chamada Carol. Parabéns meu menino, parabéns meu CAMPEÃO, parabéns IRONMAN-2011. Marlon muito obrigado por me proporcinar tamanha alegria, uma alegria indescritível que somente estas lágrimas que estão rolando no meu rosto neste momento podem expressar, estou muito orgulhoso pela tua “brincadeirinha”. Aproveito para agradecer a todas as pessoas que te ajudaram nesta conquista, em especial ao Marcão e o Marcelo duas pessoas maravilhosas, que Deus os abençoe e retribua em dobro toda ajuda que te deram. Deus te abençoe meu filho.

A você Marlon com carinho de seu orgulhoso pai, um grande Beijo.

#IMarlon2011 – O DIA DA FESTA

Publicado: maio 31, 2011 em im2011, Triathlon

Um novato experiente. Essa era minha sensação desde o primeiro dia que pisei em Florianópolis.

Me considero um privilegiado. Nessa preparação para o Iron 2011 contei com o acompanhamento de quatro treinadores de peso no triathlon nacional. Comecei na Amaral Triathlon com o Cris Solak, Valter e o Perdão. Quando mudei para São Paulo pensei que meu sonho estaria comprometido e aí entrou o Butenas que teve um papel técnico e psicológico fundamental nesse treinamento. Além do acompanhamento desses excelentes treinadores/amigos, tive também muitas conversas com Marcos Bongiolo (cinco Ironmans), meu mentor nessa brincadeira e grande irmão que conquistei nessa vida esportiva. E claro o Matsubara que me apoiou em momentos fundamentais como a compra da minha TT e emprestou alguns equipamentos.

Ao longo do treinamento ouvi tanta coisa, mas tanta coisa, que aprendi: para conquistar grandes objetivos você precisa ser humilde, ouvir as pessoas, se informar, se preparar muito, mas principalmente filtrar tudo o que escuta. Várias vezes ouvi as pessoas dizendo que eu iria sofrer demais, que por não ter experiência em provas longas seria muito difícil e tudo isso pra mim não aconteceu.

Todos os dias que acordei de madrugada, chorei naquela USP, sorri no Ibirapuera, fiz tiros no Parque do Povo, pedalei em Curitiba, dormi cedo e a Carol querendo sair para fazer algo… valeram a pena! Cada um dos 281 treinos, dos 5.948 kms percorridos, das 346 horas em treino (sem contar deslocamento), R$ 10.000,00 investidos (valor estimado já contemplando a bike)… valeram a pena!

Cheguei em Floripa com a certeza de estar preparado e poderia acontecer qualquer coisa no dia 29/mai que eu sairia de lá realizado. Todo o mito de que não se dorme na noite anterior, pra mim também não funcionou, dormi muito bem, tirando um certo ruído produzido por um amigo que dormiu no mesmo quarto…uahuahuah… nada que um ipod não resolvesse.

Subir na plataforma para marcar o número, fazer check list na bike ver se estava tudo ok, colocar alimentação e bebidas nela… partir para vestir a roupa de borracha e afins… CARACA!!! A festa já tinha começado…

Largada: Saí pela areia gelada de Jurerê, caminhando ao lado do Keltson, que treina na equipe do Valter. Conversamos um pouco, ouvi uns gritos de vai lá Marlon – vindos da Luca Glaser – e lá estava eu na baia pra largar. Olhar para os lados e ver aquele bando de loucos, nada me intimidou. Eu parecia estar em um mundo paralelo. Bem diferente do que imaginei estar, com perna bamba e coisas do gênero.

Natação: em meio a uns goles de água com várias pessoas me atropelando, defini uma meta, vou terminar isso aqui sem tomar mais nenhum gole de água. E na minha cabeça sorria, pensava…caraca! começou. Lembrei das sábias palavras do Perdão “concentre na braçada e respire bem” e lá fui eu, parecia um treino de natação encaixando certinho, fazendo a braçada completa e curtindo aquele sol brilhando forte. Aquela bóia parecia tão longe, mas logo estava eu lá, passando por ela e voltando pra areia. Hora que avistei lá de longe aquela multidão na areia, me senti um astro…uahuahuah… foi muito divertido. Saindo da primeira volta escuto o Kelston falando é isso aí Marlon… e foi legal, porque a gente começou a nadar meio junto a dois anos atrás. Então eu sabia que estava no ritmo certo. Voltei pra segunda volta, me assustei, tinha umas ondas grandes, mas eu tava tão feliz, que nada importava. Saí um pouco errado, perto das pedras, mas nada que atrapalhasse muito. Pra quem projetou sair da água entre 1h15 a 1h30 ter saído com 1h03. Hum… nessa hora o ego foi lá em cima, me senti um IRONMAN…. =)))

T1: saí correndo pela areia em um misto de tentar ver amigos e concentrar no que tinha programado, saí tirei a roupa de borracha e corri de novo. Tudo exatamente como havia mentalizado. Tirando a parte que perdi meu chip, isso identifiquei lá no km 20 da bike, já conto essa parte. Perdi 10 minutos na transição, pois fiz questão de colocar jaqueta e luva pra me precaver contra o vento frio. Estratégia que deu muito certo no pedal.

Pedal: Hum, pedal, sabe aquela criança com o seu brinquedo predileto?! Saí pra pedalar lembrando dos conselhos do Butenas e do Marcão. O Butenas falou pra comer e o Marcão falou pra sair da muvuca e se arrumar só hora que chegasse na estrada. Dito e feito, cheguei na estrada, mandei um sanduiche, baixei no clipe e aquele barulinho da roda parecia uma sinfonia… nossa como foi legal essa parte. Daí via alguns amigos passando, eu falava, caraca… animal isso aqui… eu girando fácil e a bike batendo seus 36 a 38 km/h. Logo pensei, não posso me animar muito, precisava manter o L1. Mas ao mesmo tempo quis aproveitar um pouco o tempo a favor, pois sabia que na segunda volta o vento estaria pior. Então, soquei a bota. Cheguei ao momento de passar o Kim – treinador do Nike+ no 600k – que eu sabia que tinha um pedal animal. Daí eu me liguei, vou baixar minha bola e segurei um pouco a onda na subida. Lógico, alguns kms na frente ele já tinha me passado (o Kim é um cara que nunca conversei, mas sempre admirei pela postura dele como treinador e pelos comentários que escuto do mercado) nessa hora pensei, puts tomará que ele faça um pedal animal…E nessa segui, passei embaixo da ponte e vi aquele sol lindo, o mar brilhando, eu sorria tipo bobo… sério, foi uma sensação incrível. Ahh, teve também a história do chip, percebi que estava sem ele e bateu uma certa preocupação. Chamei um fiscal de moto e avisei ele. Logo ele falou pra todo tapete de cronometragem para avisar meu número e a situação. Fiz a primeira volta com um pedal incrível pra mim, passei os 90 km em uma média bem acima do que costumo fazer. Aí segurei um pouco, apesar de estar me sentindo bem.

No km 130 a coisa começou a ficar critica. O vento estava muito forte eu fazendo força e a bike não passava do 20km/h e pra ajudar começou uma pontada muito forte no peito. Ali cheguei a pensar que não seria possível fechar a prova. Concentrei, mantive abaixo do L1 e respirava fundo, soltava bem e mandei um Advil pra dentro. Meu único pensamento era, uma hora esse vento vai virar. Fiz mais força, estava muito concentrado no movimento e BUUMMM…. o vento virou e a dor passou. Daí meu amigo… voltei para os 37 a 40km/h nos momentos que o vento ajudava. =)

T2: era uma alegria tão grande, já nem pensava em mais nada. Só cheguei e fiz meio que automático a colocação da roupa. Até que foi rápido, acho que uns 5 a 6 minutos.

Corrida: faltava só 42km. Eu tava curtindo tanto o momento. Sair em meio aquela multidão pelas ruas é divertido pra caramba. Olhei no relógio o pace estava 5min/km. Pensei que estava muito forte, mas ali na saída, como todo triatleta, tinha que fazer um tipo. =) Saí forte pra ficar bem na foto e no km 2 já diminui para minha estratégia. Fiz 5:20 min/km e mantive. Cheguei na temerosa subida e a fiz correndo. Comentei com um amigo que passou de bike, caraca to sobrando, realmente a sensação era excelente. Fiz a volta maior, cruzei com vários conhecidos e eu fazia questão de gritar pra todos algumas palavras de incentivo. Tava torcendo muito por cada um deles, nem todos me respondiam, mas tudo bem… eu tava é curtindo a brincadeira. O Marcelo que acompanhou algumas partes de bike chegou a “brigar” comigo, falando pra eu concentrar na prova. Mas ahhh… eu tava concentrado no ritmo, mas não poderia deixar passar em branco e apoiar cada conhecido que passava. Saí pra segunda volta, tranqüilo também, ver a família, namorada, amigos gritando… puts dá vontade de parar e agradecer um por um…uahuah… foi então que começou o tão temido km 30 pra frente, pela primeira vez os comentários que faziam pra mim nos treinos se concretizou. Perna pesou, musculatura no limite e um gel embrulhado no estomago, quase saindo pra fora. Nessa hora o pace caiu para 5:45 e oscilava até os 6:00. A minha única meta era não caminhar, não fiz isso nem para ingerir as bebidas…não seria agora que faria. A preocupação era só a comida, que se eu ingerisse qualquer coisa sólida eu colocaria para fora. Toda minha alimentação na prova fiz exatamente como o programado. Ali, cheguei a preocupar, mas mantive os últimos 12km na base de refrigerante. A cada posto pegava dois que parecia um nitro.

Hora que entrei na ultima reta, tava com uma vontade extrema de chorar, mas não tinha forças para tal virtude. =) Estava só olhando se o Marcão estaria ali me esperando com as alianças. Afinal, queria marcar esse momento tão importante pra mim, honrando a pessoa que esteve ao meu lado em todos os momentos a Carol… foi então que segurei a mão das duas pessoas mais importante pra mim durante os treinos e corri para completar a prova em 10h57min.

Fica aqui o meu agradecimento a todas as pessoas que fizeram parte desse sonho. Fechei um ciclo importante da minha vida com chave de ouro #IMarlon2011.

Obrigado, sem vocês isso não seria possível!

O que nos move?!

Publicado: março 20, 2011 em Esporte, im2011, Triathlon, Vida

foto Marize Junqueira – uma inspiração (14 IM e 02 Ultra)

Há alguns meses atrás decidi que iria compartilhar com as pessoas, algo que me fez e faz muito bem pra alma. O triathlon/esporte mudou minha concepção em vários aspectos da vida. Ao publicar os números absurdos que se roda nos treinos para o Ironman fico pensando o porque de tudo isso. Essa semana rodei 334 km e olhei agora pouco para a planilha de treino e tenho mais 312k para a próxima semana. A pergunta é porque?!?!?

É meio insano mesmo, hoje treinei com um amigo e falamos disso em meio as 4h20 que passamos em cima da bike. As vezes é difícil explicar para os amigos, familiares…e se você quer saber até para nós mesmos é difícil achar uma definição. O fato é que isso vicia, contagia de tal forma que nos faz acordar de madrugada pelo simples prazer de praticar um esporte e muito mais por viver por um IDEAL que é aquela linha de chegada.

Acordar 4h da manha, ver que está chovendo, colocar sua bike dentro do carro, rodar 30km e estacionar em um lugar qualquer para então começar seu treino… e após alguma horas dizer Yes, we can!

Tudo isso pra mim soa menos insano e mais inteligente do que o patético fim de festa que vi sábado de manha na USP. Enquanto a universidade coloca tartarugas, fecha acessos, permite as malditas taxinhas em patéticos mecanismo anti-atletas. Autorizam festas para seus alunos se drogarem, beberem e saírem caindo pelas ruas das universidades.

Pra todo mundo isso é normal, insano é o cara treinar para o Iron. Mas se pensar, no fundo no fundo… é tudo uma questão cultural. Nossa medíocre cultura acha bonito passar cinco dias enchendo a cara, mulheres que nem umas putas na TV, Adrianos da vida serem idolatrados mesmo sendo “bandido” e por aí vai…

Não quero entrar nesse tipo de reflexão aqui, foi um parágrafo de desabafo. O que quero deixar aqui é a pergunta O QUE TE MOVE? Quais são seus sonhos? Ideais…

O meu em 2011 é completar o Iron e por isso tento aqui compartilhar um pouco do meu sonho pra tentar fazer você sonhar.

Ok… texto está sem muita fluência… mas isso aqui é só um hobby, estou lesado do treino de hoje… me preparando psicologimente para levantar da cama e ir no aniversário de um amigo (o mesmo das 4h20 do pedal… uahuah)

Então…entenda que Ironman é muito mais que um esporte é uma lição para a vida.

Yes, you can!

Meus primeiros 150k

Publicado: março 6, 2011 em im2011, Triathlon

Feriado de carnaval começou um pouco tumultuado. Depois de ter perdido dois treinos na semana, passar nove horas em um congestionamento intenso de São Paulo para Curitiba. Hoje acordei às 6h para pedalar com pessoal da @amaraltriathlon.

Bolsos recheados de comida, meu cardápio foi torrones, mocotó, barras de cereal, gatorade, endurox e outras coisitas…

Primeiro trecho estava muito frio, vento contra e o principal a chuva gelada nos acompanhando. No meio do caminho alguns ficaram pelo caminho. O frio e chuva decepcionaram o pessoal. Sobrou eu e mais um maluco. Fomos juntos o tempo todo.

No km 70 mais ou menos, meu suporte de água quebrou, fiquei só com uma garrafa e pensei seriamente em parar no primeiro 80. O peso na consciência em ter perdido alguns treinos na semana acabou pesando na decisão. Queria de qualquer maneira fechar os 160k. Então fui lá. Larguei meu suporte no carro, comi meu super sanduiche (que também estava no cardápio) e lá fomos nós para a segunda volta.

No início da segunda volta  meu companheiro de treino propôs fazermos uma volta menor, que resultaria nos 150k. Os pés gelados, corpo seco voltando a molhar com a volta da chuva pesou muito. E resolvi aceitar. Musculatura e corpo começou a pesar depois do 120k, a sensação foi aquela clássica, “o que estou fazendo aqui…”.

Agora algo que eu pensava muito no momento que o corpo pesou, foi que na segunda ida vi o Philippe Gondre. Simplesmente o cara pedalou 200k ontem, em uma estrada cheia de subidas e lá estava ele. Imagino eu soltando 40k. Depois soube que em alguns momentos ele estava “girando” em uma média de 45km/h. Não tem como não se inspirar nesses momentos. Respirei fundo e go to the 150k.

Terminei o pedal super cansado, mas surpreendentemente inteiro. Acho um saco essas coisas de semana de Ironman muito técnica de fiz xx número e yy treinos, mas quis deixar aqui o post mais como um relato para eu ver depois do que propriamente pra alguém ler.

Agora se você leu tudo. A reflexão é simples. Ontem hora que estava correndo me veio uma frase, que vale muito aqui. Meus tempos no triathlon é como dinheiro, não tenho muito, mas sou o feliz com o que tenho. Claro que a vida é sempre uma conquista e enquanto a nóia pelo dinheiro e por bons tempos não sobreporem minha essência e meus princípio… #go #go #go

Na torcida pela vaga do Gondre no Hawai.

De corpo e alma

Publicado: fevereiro 3, 2011 em im2011

Essa semana foi a segunda com aumento significativo de volume para o #imarlon2011 e comecei a aprender algumas lições interessantes. Quem treina pra provas longas assim, tem que arrumar no que pensar. E eu fico tendo ideias para os eventos que trabalho e muitas reflexões sobre a vida.

Terça feira e hoje, foram treinos que fiz pela manha as três modalidades. Média de 40km pedal (5h20), 10km corrida (6h40) e 3km natação (7h40). Sem contar a seg, qua e o que vem por aí sex, sab e dom…

Corpo cansado, sono e em cima da bike sempre vem a reflexão “o que estou fazendo aqui” essa hora, com um monte de loucos, acidentes de bike toda hora, inúmeros buracos estragando minha bike que paguei super caro…enfim, coisas que só quem vive pode tentar explicar os porquês.

Nesses treinos, vi o meu físico quebrado e da música que rolava no Ipod vinha à inspiração. Tem treinos que parece que vc flutua, navega por um mundo paralelo, sonha, idealiza… seu físico não responde como vc gostaria, mas sua alma está leve.

A imagem que vem a todo momento (ou melhor nesses momentos) é vislumbrar aquela reta de Jurerê, as fitinhas bregas brilhando no braço, gritos de incentivo, imaginar a Carol e o Marcão cruzando a linha de chegada comigo e alguns vcs que me incentivam por aqui gritando força, falta pouco… e assim por diante.

É comum os olhos encherem de lágrimas quando penso nisso. E sei que vai valer a pena cada noite mal dormida, cada correria pra poder treinar, cada um dos mil tira e coloca bike no carro… enfim…

Tamo junto! Rumo ao #IMarlon2011

 

foto pedal set ano passado ainda na equipe @amaraltriathlon